Antes de iniciar os assuntos abordados neste livro, tentarei de forma simples e talvez divertida mostrar como o marketing [a comunicação] está presente o tempo todo em nossas vidas. E, sendo assim, a comunicação como parte integrante nos processos de marketing também se fará indispensável para o mesmo.
A presença do marketing em um relacionamento pessoal: visão machista
Sexta-feira, um garotão de mais ou menos 18 anos começa a confabular sobre as baladas do final de semana. Resolve telefonar para uns amigos e decidem ir a um bar à noite.
A hora está chegando, 20 h. É hora de ele se arrumar: veste uma camisa de MARCA, acessórios e, por fim, algumas gotas de um perfume: MARKETING PESSOAL.
Às 21 h, todos se encontram em um bar da cidade e começam a conversar: BRAINSTORMING.
Maurício (o garotão) percebe que uma menina começa a dar mole para
ele. Neste exato momento, ele corre um olhar da cabeça aos pés da menina: AVALIAÇÃO DE PRODUTO. Olha ao redor para analisar outras possíveis garotas que poderiam estar dando mole antes de tomar qualquer decisão: COMPARAÇÃO ENTRE MARCAS.
Após a análise, Maurício tem certeza de que realmente ela, a menina, é a única que está dando mole. Sendo assim, comenta com seus amigos:
- Olha só aquela gata, não tira o olho de mim. Neste exato momento, um dos seus amigos presentes diz:
- É a Ione, ela é super gente boa. Já estudei com ela no colégio: PROPAGANDA.
- E ela está realmente uma gata, veja a sainha, o decote e o batom: EMBALAGEM.
Maurício, com certo receio, pergunta aos amigos como deveria ser sua abordagem perante a gata: POSICIONAMENTO DE COMUNICAÇÃO. Seus amigos recomendaram que fosse devagar, com jeitinho, sem espantar: CONQUISTA DE CLIENTE.
Depois de muito pensar, decide ir até Ione. Já conversando com ela, convida-a para um chope: TÉCNICA DE VENDA.
Durante o primeiro chope, o segundo, o terceiro etc., ele inicia, como qualquer pessoa, perguntas a ela: O que gosta de fazer? O que faz? Estuda? Trabalha? Onde mora? Que tipo de música escuta? PESQUISA DE MERCADO.
Depois de muito bate papo, consegue ficar com ela: MERCHANDISING - DEGUSTAÇÃO NO PONTO-DE-VENDA.
Lá pelas 3 h da manhã, oferece para levá-Ia em casa: ENTREGA EM DOMICÍLIO.
Evidentemente, já de posse do telefone dela e endereço: BANCO DE DADOS.
Sábado, pela manhã, Maurício, que não é bobo nem nada, vai até uma floricultura e compra rosas e bombons, solicitando que entreguem em sua residência: PÓS-VENDA e PROMOÇÃO DE VENDAS - BRINDE.
Lá pelas 10 h, telefona para Ione e pergunta o que achou dele, como foi a noite anterior e se gostou das rosas e dos bombons: PESQUISA DE OPINIÃO VIA TELEMARKETING.
Conversa vai, conversa vem, e ela o convida para almoçar em sua casa para conhecer seus pais. Já durante o almoço, o pai pergunta-lhe quais as suas pretensões com Ione: MISSÃO.
Maurício responde que pretende namorar sério e não pensa nada em curto prazo: VISÃO.
Maurício percebe que todos gostaram dele. E estavam fazendo de tudo para deixá-lo à vontade, oferecendo várias coisas e fazendo um verdadeiro baba-ovo do rapaz. Maurício sentia-se muito bem naquele ambiente. Davam-lhe abertura para falar o que queria, apoiavam suas opiniões etc.: ENDOMARKETING. [Comunicação Interna]
Já se despedindo, Maurício agradece e promete voltar outras vezes: FIDELIZAÇÃO DE CLIENTE.
Despedindo-se de Ione, pergunta-lhe se quer namorá-lo. Ela diz que sim: MARKETING DE RELACIONAMENTO.
Aproveitando o ensejo, convida-a para sair à noite: NOVOS NEGÓCIOS.
Já na boate, Maurício percebe que outros garotões estão de olho em Ione:
ENTRADA DE NOVOS CONCORRENTES NO MERCADO.
Sendo assim, reúne seus amigos e começa a falar sobre o assunto e pergunta-lhes sobre o que achavam da situação. Palpites, opiniões, dicas, conselhos etc. Todos participavam em conjunto para solucionar um problema comum: COMUNICAÇÃO INTEGRADA.
Após a conversa, ainda na boate, Maurício decide mudar de postura em relação a Ione. Achava que estava babando muito ovo para ela. Mudou o seu comportamento, ficou mais distante, mais frio: REPOSICIONAMENTO DE MERCADO.
Não é que deu certo? Pelo menos aparentemente.
Semanas se passaram, e, certo dia, Maurício resolve fazer uma surpresa para Ione, pegando-a na escola sem avisá-Ia. Chegando lá, vem a surpresa negativa; ela estava grudada em outro garotão, que por coincidência estava naquele dia na boate: INFIDELIDADE DO CONSUMIDOR.
Muito "P" da vida, Maurício telefona para seus amigos e desabafa, reclama, chora etc.: CENTRAL DE ATENDIMENTO AO CLIENTE. Diz aos amigos que ele não é feio, enche-a de presentes, está sempre ao lado dela quando precisa, e que sempre a tratou muito bem: QUALIDADE TOTAL NO MIX DE MARKETING.
Por fim, Maurício decide terminar o relacionamento. Por mais que Ione se
desculpasse, ele não voltou atrás: EXIGÊNCIA DO CONSUMIDOR.
Você deve estar achando que este é um livro de piadas. Nada disso. Como o assunto - PLANEJAMENTO - é complexo, decidi que seria importante tentar descontraí-lo, pois, a partir de agora, o assunto é sério. Boa leitura!
Referência
Tavares, Mauricio. Comunicação empresarial e planos de comunicação: integrando teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2007.
Formatação do Texto alterado em 29/01/08 – [...] Grifo nosso.
Prof. João Carissimi – Univali – Curso de Comunicação Social
– Relações Públicas
sábado, 4 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
CUIDE DE SUA VIDA
Parte 1
CUIDE DE SUA VIDA[1]
Já temos uma vida; o problema é que é muito comum não gostarmos da vida que temos. Contudo, nossa situação permanece e, independentemente do que você possa fazer [...] É isso aí. E isso não vai desaparecer.
Aqui se inicia todo o nosso sofrimento. É possível que não possamos evitar a dor, mas certamente podemos evitar o sofrimento. A infelicidade nasce da não aceitação das coisas, como são num exato momento. Esse pode ser um dos fatos mais difíceis de ser enfrentados, e até mesmo de ser considerados; devemos, entretanto, encara-los, se desejamos interromper essa luta contínua e desfrutar alegria e paz.
Lembro-me de que há vários anos, em determinada rua, pedi informações a um senhor já idoso. Você pode imaginar minha decepção quando ele coçou a cabeça antes de declarar com tristeza: “Sinto muito, mas você não conseguirá chegar lá partindo de onde estamos!” Essa frase absurda me aborreceu por muitos anos. Onde ele esperava que eu começasse, senão no lugar em que me achava?
Felizmente, o homem estava errado. Percebi que, mesmo retratando uma longa vida, esta não lhe dera sabedoria. Com certeza quase absoluta, podemos chegar a um destino satisfatório a partir do lugar onde estamos. De fato, não podemos chegar a qualquer ponto a não ser partindo de onde nos encontramos.
Falhamos quando aceitamos estar onde estamos, desejando constantemente, e ao mesmo tempo, estar vivendo outra situação, projetando nossa mente para dentro de um paraíso passado ou de um futuro ideal imaginário, o que nos impede de viver agora e dar os passos para adiante que freqüentemente desejamos dar.
Agora pode ser o momento para pararmos e percebermos que a vida é o que ela é. Nossa busca constante por alguma coisa ou por um lugar melhor está retardando nosso prazer com o momento presente. Este momento presente é tudo o que temos. A vida é sempre agora.
Muitos podem argumentar que o momento presente nem sempre é desfrutável: mas não podemos nos deixar prender à mera semântica, uma vez que o quero dizer com prazer não é experiência de êxtase constante, mas um senso profundamente assentado de contentamento e paz, seja quais forme as nossas circunstâncias.
Recomendo a leitura do livro.
Abraço
João Carissimi
[1] Smith, Maurice Fullard. A arte de ser feliz sem sair do lugar. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007. Capítulo do livro 1, p. 13-15.
CUIDE DE SUA VIDA[1]
Já temos uma vida; o problema é que é muito comum não gostarmos da vida que temos. Contudo, nossa situação permanece e, independentemente do que você possa fazer [...] É isso aí. E isso não vai desaparecer.
Aqui se inicia todo o nosso sofrimento. É possível que não possamos evitar a dor, mas certamente podemos evitar o sofrimento. A infelicidade nasce da não aceitação das coisas, como são num exato momento. Esse pode ser um dos fatos mais difíceis de ser enfrentados, e até mesmo de ser considerados; devemos, entretanto, encara-los, se desejamos interromper essa luta contínua e desfrutar alegria e paz.
Lembro-me de que há vários anos, em determinada rua, pedi informações a um senhor já idoso. Você pode imaginar minha decepção quando ele coçou a cabeça antes de declarar com tristeza: “Sinto muito, mas você não conseguirá chegar lá partindo de onde estamos!” Essa frase absurda me aborreceu por muitos anos. Onde ele esperava que eu começasse, senão no lugar em que me achava?
Felizmente, o homem estava errado. Percebi que, mesmo retratando uma longa vida, esta não lhe dera sabedoria. Com certeza quase absoluta, podemos chegar a um destino satisfatório a partir do lugar onde estamos. De fato, não podemos chegar a qualquer ponto a não ser partindo de onde nos encontramos.
Falhamos quando aceitamos estar onde estamos, desejando constantemente, e ao mesmo tempo, estar vivendo outra situação, projetando nossa mente para dentro de um paraíso passado ou de um futuro ideal imaginário, o que nos impede de viver agora e dar os passos para adiante que freqüentemente desejamos dar.
Agora pode ser o momento para pararmos e percebermos que a vida é o que ela é. Nossa busca constante por alguma coisa ou por um lugar melhor está retardando nosso prazer com o momento presente. Este momento presente é tudo o que temos. A vida é sempre agora.
Muitos podem argumentar que o momento presente nem sempre é desfrutável: mas não podemos nos deixar prender à mera semântica, uma vez que o quero dizer com prazer não é experiência de êxtase constante, mas um senso profundamente assentado de contentamento e paz, seja quais forme as nossas circunstâncias.
Recomendo a leitura do livro.
Abraço
João Carissimi
[1] Smith, Maurice Fullard. A arte de ser feliz sem sair do lugar. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007. Capítulo do livro 1, p. 13-15.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Tendências: Naisbitt, Popcorn, Porter
TENDÊNCIAS[1] Autores[2]
John Naisbitt (1990 – publicado)- atualizado 2000 Megatendências
1 Explosão da economia global;
2 Renascimento das artes;
3 Surgimento do socialismo de livre mercado;
4 Estilo de vida global e nacionalismo cultural;
5 Privatização do sistema de seguridade social;
6 Ascensão dos países da orla asiática do Pacífico;
7 A década das mulheres na liderança;
8 A era da biologia;
9 A revitalização da religião no novo milênio;
10 O triunfo do indivíduo
Faith Popcorn - 1991 - Relatório Popcorn
16 diretrizes da vida do milênio
1 Encasulamento (cocooning) – ficar dentro de casa – entretenimento e segurança;
2 Formação de tribos – networking – pessoas que compartilham interesses comuns;
3 Aventura da fantasia – necessidades de alívio imediato e instantâneo – “escapadas”;
4 Revanche do prazer – “chega de ser bonzinho e politicamente correto”;
5 Pequenas indulgências – permissão para comer uma barra de chocolate amargo;
6 Ancoragem – espiritualidade e busca de significado (s) para a vida;
7 Egonomia – desenvolver individualmente – Realização pessoal (Pirâmide de Maslow – o mais alto nível);
8 Feminina Mente – Visão de mundo da mulher – valores profissionais e sociais;
9 Homencipação – “Homens do lar” – liberdade de poder exercer suas individualidade;
10 99 Vidas – assumir vários papéis – tecnologia-(dependência);
11 Sair fora – valor intrínseco de uma posição de poder – opção por uma vida mais simples, calma e satisfatória;
12 Viver – responsabilizar-se pela sua vida – por sua própria saúde e bem-estar, auto-responsabilidade pelos seus atos.
13 Volta ao passado – novo sentido de leveza nas nossas vidas adultas – somos mais brincalhão e tomamos atitudes que antigamente seriam consideradas inadequadas;
14 Consumir vigilante – não toleramos mais produtos e serviços de baixa qualidade – podemos manipular o mercado (pressão, protesto e ativismo político);
15 Queda de ícones os pilares da sociedade (governo, empresas, celebridades, heróis, família, casamento, produtos e serviços) são constantemente questionados e rejeitados;
16 S.O.S – Salve O Social – consciência social – por meio da ética, educação, meio-ambiente e solidariedade.
Michael Porter, 1979 - forças competitivas
1 Rivalidade entre os concorrentes;
2 Poder de barganha dos clientes;
3 Poder de barganha dos fornecedores;
4 Ameaça de novos entrantes;
5 Ameaça de produtos/serviços substitutos
[1] Quadro - Elaborado por Prof. João Carissimi – 23 de fevereiro de 2009 – Adaptações do texto.
[2] Fonte: livro Relações Públicas e Marketing – Manoel Marcondes Machado Neto; Editora Conceito Editorial, São Paulo, 2008. Michel Porter p. 318; Popcorn, Faith, p. 316-317; e John Naisbitt, p. 312-313
John Naisbitt (1990 – publicado)- atualizado 2000 Megatendências
1 Explosão da economia global;
2 Renascimento das artes;
3 Surgimento do socialismo de livre mercado;
4 Estilo de vida global e nacionalismo cultural;
5 Privatização do sistema de seguridade social;
6 Ascensão dos países da orla asiática do Pacífico;
7 A década das mulheres na liderança;
8 A era da biologia;
9 A revitalização da religião no novo milênio;
10 O triunfo do indivíduo
Faith Popcorn - 1991 - Relatório Popcorn
16 diretrizes da vida do milênio
1 Encasulamento (cocooning) – ficar dentro de casa – entretenimento e segurança;
2 Formação de tribos – networking – pessoas que compartilham interesses comuns;
3 Aventura da fantasia – necessidades de alívio imediato e instantâneo – “escapadas”;
4 Revanche do prazer – “chega de ser bonzinho e politicamente correto”;
5 Pequenas indulgências – permissão para comer uma barra de chocolate amargo;
6 Ancoragem – espiritualidade e busca de significado (s) para a vida;
7 Egonomia – desenvolver individualmente – Realização pessoal (Pirâmide de Maslow – o mais alto nível);
8 Feminina Mente – Visão de mundo da mulher – valores profissionais e sociais;
9 Homencipação – “Homens do lar” – liberdade de poder exercer suas individualidade;
10 99 Vidas – assumir vários papéis – tecnologia-(dependência);
11 Sair fora – valor intrínseco de uma posição de poder – opção por uma vida mais simples, calma e satisfatória;
12 Viver – responsabilizar-se pela sua vida – por sua própria saúde e bem-estar, auto-responsabilidade pelos seus atos.
13 Volta ao passado – novo sentido de leveza nas nossas vidas adultas – somos mais brincalhão e tomamos atitudes que antigamente seriam consideradas inadequadas;
14 Consumir vigilante – não toleramos mais produtos e serviços de baixa qualidade – podemos manipular o mercado (pressão, protesto e ativismo político);
15 Queda de ícones os pilares da sociedade (governo, empresas, celebridades, heróis, família, casamento, produtos e serviços) são constantemente questionados e rejeitados;
16 S.O.S – Salve O Social – consciência social – por meio da ética, educação, meio-ambiente e solidariedade.
Michael Porter, 1979 - forças competitivas
1 Rivalidade entre os concorrentes;
2 Poder de barganha dos clientes;
3 Poder de barganha dos fornecedores;
4 Ameaça de novos entrantes;
5 Ameaça de produtos/serviços substitutos
[1] Quadro - Elaborado por Prof. João Carissimi – 23 de fevereiro de 2009 – Adaptações do texto.
[2] Fonte: livro Relações Públicas e Marketing – Manoel Marcondes Machado Neto; Editora Conceito Editorial, São Paulo, 2008. Michel Porter p. 318; Popcorn, Faith, p. 316-317; e John Naisbitt, p. 312-313
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O Que de Melhor Esperar para 2009?
Cinco sugestões de carreira para que 2009 seja um ano profissionamente feliz:
1 Evitar fazer inimizades no trabalho. 2 Perguntar. Muito e sempre. 3 Nunca fazer afirmações sem ter certeza. Sempre haverá alguém por perto que entende do assunto. 4 Investir primeiro no óbvio, aprendendo a falar e escrever bem. 5 Estar atualizado com a tecnologia.
GEHRINGER, Max (2009, p.13)
Fonte: Revista Ler@Cia - Jan/Fev 2009 - edição 24 - Livrarias Curitiba
Prof. João Carissimi
1 Evitar fazer inimizades no trabalho. 2 Perguntar. Muito e sempre. 3 Nunca fazer afirmações sem ter certeza. Sempre haverá alguém por perto que entende do assunto. 4 Investir primeiro no óbvio, aprendendo a falar e escrever bem. 5 Estar atualizado com a tecnologia.
GEHRINGER, Max (2009, p.13)
Fonte: Revista Ler@Cia - Jan/Fev 2009 - edição 24 - Livrarias Curitiba
Prof. João Carissimi
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Mensagem Natal - 2009
A gente pode
Morar numa casa mais ou menos,
Numa rua mais ou menos,
Numa cidade mais ou menos,
e até ter um governo
Mais ou menos.
A gente podeDormir numa cama
mais ou menos
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.
A gente pode
Olhar em volta e sentir
Que tudo está
Mais ou menos.
Tudo bem!
O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
É sonhar mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
E ter fé mais ou menos.
Senão a gente corre
O risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier
Feliz Natal! Próspero 2009.
Abraço.
João Carissimi
Morar numa casa mais ou menos,
Numa rua mais ou menos,
Numa cidade mais ou menos,
e até ter um governo
Mais ou menos.
A gente podeDormir numa cama
mais ou menos
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.
A gente pode
Olhar em volta e sentir
Que tudo está
Mais ou menos.
Tudo bem!
O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
É sonhar mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
E ter fé mais ou menos.
Senão a gente corre
O risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier
Feliz Natal! Próspero 2009.
Abraço.
João Carissimi
domingo, 14 de dezembro de 2008
Construindo, discutindo e disputando sentidos
Quando acontece o treinamento introdutório, por exemplo, inicia-se a atividade com a apresentação do palestrante. Por isso, optei por apresentar o autor e depois a sua obra. Rudimar Baldissera, nasceu em Garibaldi/RS, formou-se em Relações Públicas pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), é especialista em gerenciamento de recursos humanos e mestre em Semiótica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Atualmente faz doutorado em Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e leciona no curso de Comunicação Social, habilitação Relações Públicas, na Universidade de Caxias do Sul(UCS) e Centro Universitário FEEVALE. E, também, artista plástico e fez várias exposições com suas obras em “A Cor Profanada “.
O livro, Comunicação Organizacional : o treinamento de recursos humanos como rito de passagem, de Rudimar Baldissera, da Editora UNISINOS, ano 2000, é resultado da sua dissertação. É inédito na medida em que provoca um novo pensar e agir, quando diz que comunicação é uma “disputa de sentidos”. O autor vai então, construindo, discutindo e disputando com o leitor, cada rito de passagem utilizado, quando da realização de treinamento de recursos humanos, que passam pelas estratégias de comunicação e permeiam a disputa do poder, legitimado enquanto processo de comunicação organizacional.
A obra na capa do livro, de autoria de Baldissera, revela, já uma “disputa de sentidos”, no que pretende apresentar, com os seus elementos imbricados de novas tecnologias com os modelos de comunicação mais tradicionais. Desta forma, a capa, com seu conteúdo simbólico, é o primeiro rito de passagem em que o autor, estrategicamente, se utiliza para dizer que a comunicação é um processo de construção de sentidos.
Na primeira parte do livro, descreve a Comunicação Organizacional, conceituando organização, imagem, cultura, a comunicação e o poder na organização. Destaca que as culturas do treinamento em recursos humanos tende a reforçar e preservar a identidade organizacional. Desta forma, estabelece o mito do trabalho, bem feito, em equipe, dando suporte para os treinandos, possibilitando a estabilidade necessária ao equilíbrio do grupo. Segundo Baldissera, a comunicação é “como processo de construção de sentidos”, processo esse que permite que os emissores/receptores, participantes de um complexo jogo de relações interativas, realizem o intercâmbio de mensagens, com diferentes graus de informação, mediante o uso de linguagens. Neste sentido, a comunicação compreende todo o fluxo de mensagens que compõem a rede de relação sob o âmbito da organização. Os treinamentos de recursos humanos – TRH, como processo simbólico, que se utilizam de ritos e mitos em programas de TRH, são abordados na segunda parte. Ainda, segundo o autor, os programas de TRH podem ser definidos como sendo um conjunto de procedimentos adotados pelas organizações para ensinar, preparar, educar e capacitar as pessoas para o ambiente dentro ou fora do trabalho, utilizando determinadas técnicas e princípios, convida a desenvolver a força de trabalho. Já na terceira parte, o autor, localiza os treinamentos de recursos humanos como ritos de passagem. Segundo ele, “sob o poder simbólico, exercido pelos treinamentos, reafirmam-se as desigualdades e hierarquias da estrutura social. Reforça-se, assim, a idéia de que uma das principais funções do rito de treinamento é a de evitar e/ou resolver os prováveis conflitos na cultura organizacional”.
O livro busca suporte em uma pesquisa realizada com coordenadores e instrutores de recursos humanos e treinandos de empresas das regiões do Vale dos Sinos e Serra.
Construindo, discutindo, o autor apresenta a comunicação organizacional como um jogo, onde as partes, aqui representadas pela empresa ( Recursos Humanos ), e o empregado ( treinando ), utilizam estratégias de comunicação baseadas na disputa dos sentidos, com técnicas de força, domínio, investigação, convencimento, persuasão, propaganda e oportunidades e ameaças.
Ainda, segundo Baldissera, os cenários, as mensagens, são verosimilhantes, o que permite construir processos de comunicação onde a disputa dos sentidos é sempre vantajosa para o representante da organização, pois este já conhece o perfil do treinando, eliminando todas as barreiras, os vícios ou ruídos existentes.
Desta forma, o rito de passagem em treinamentos de recursos humanos, se estabelece de forma manipuladora e persuasiva.
Sendo um rito de passagem em treinamento de recursos humanos, construído, a partir da cultura organizacional - crenças, valores, mitos, hábitos, tabus, estilo de direção, comportamentos - a organização se constrói partir do processo de comunicação. Assim, os públicos podem perceber a organização, tendo dela uma imagem favorável ou negativa, quanto à oportunidade de trabalho, remuneração da mão-de-obra e prestígio entre os trabalhadores.
Em todos os tipos de treinamento (reciclagem de recursos humanos), programas de incentivos, treinamento técnicos, treinamento introdutório (recepção de novos), programas de aperfeiçoamento, programas esportivos, sistemas de auto-ajuda, programas de qualidade, enfim, todo tipo de treinamento – é conscientização e educação. O processo de comunicação organizacional, utilizado pelo TRH, permite construir um discurso junto aos seus públicos, estes agentes, ativos, não mais passivos, que constróem uma imagem organizacional favorável ou não, e esta é retransmitida a sociedade, através dos familiares, amigos e colegas.
Os ritos de passagem, por exemplo de admissão e demissão, são processos de disputas, que antes são contratos psicológicos que o empregador e o empregado assinam. Quem não se lembra, do primeiro emprego, de todo o ritual de admissão, preenchimento de ficha cadastral, entrevistas, testes e exames médicos. E também das marcas deixadas pela demissão via telefone, no final de expediente, numa sexta-feira, final de mês ou então o rito mais dramático, quando da demissão em massa de trabalhadores.
Já os ritos nos treinamentos introdutórios, muitas vezes coordenados por relações públicas, propõem-se a buscar juntos aos seus públicos o comprometimento, a compreensão mútua, para que estes passem a usar a “camiseta da organização”. Através de uma política de transparência a organização busca conquistar a simpatia, e o engajamento do novo funcionário em sua missão, metas e programas de competitividade, obtendo muitas vezes uma participação nos lucros.
A partir dos programas de treinamento, os recursos humanos, constróem um banco de dados, que permite gerenciar o seu sistema de informação, pois é através dele que a organização identifica as necessidades, expectativas e vontades do seu público.
Constata-se que o autor traça de forma inovadora o contexto do processo de comunicação organizacional – o treinamento de recursos humanos como rito de passagem dentro de empresas privadas.
Este livro, vale salientar, apresenta uma abordagem inédita sobre Comunicação Organizacional, como processo de “disputa de sentidos” e discute o treinamento de recursos humanos como rito de passagem. O autor confere ao tema um tratamento fundamentado, especialmente em Comunicação (relações públicas, semiótica) Administração (recursos humanos), o que permite compreender as estratégias de comunicação organizacional, utilizadas pelas organizações no processo de “construção de sentidos”, quando aplicadas pelos recursos humanos em seus treinamentos.
O livro Comunicação Organizacional. O treinamento de recursos humanos como rito de passagem, é uma leitura relevante para as áreas de recursos humanos, semiótica, imagem institucional, relações públicas, comunicação organizacional e análise de discurso. Recomendado para cursos de pós-graduação e graduação.
Baldissera, Rudimar. Comunicação Organizacional. O treinamento de recursos humanos como rito de passagem. São Leopoldo(RS): UNISINOS, 2000.
Resenha
Prof. João Carissimi
relações-públicas, Conrerp RS 969.
Professor na Univali – Itajaí/SC
Julho,2003
O livro, Comunicação Organizacional : o treinamento de recursos humanos como rito de passagem, de Rudimar Baldissera, da Editora UNISINOS, ano 2000, é resultado da sua dissertação. É inédito na medida em que provoca um novo pensar e agir, quando diz que comunicação é uma “disputa de sentidos”. O autor vai então, construindo, discutindo e disputando com o leitor, cada rito de passagem utilizado, quando da realização de treinamento de recursos humanos, que passam pelas estratégias de comunicação e permeiam a disputa do poder, legitimado enquanto processo de comunicação organizacional.
A obra na capa do livro, de autoria de Baldissera, revela, já uma “disputa de sentidos”, no que pretende apresentar, com os seus elementos imbricados de novas tecnologias com os modelos de comunicação mais tradicionais. Desta forma, a capa, com seu conteúdo simbólico, é o primeiro rito de passagem em que o autor, estrategicamente, se utiliza para dizer que a comunicação é um processo de construção de sentidos.
Na primeira parte do livro, descreve a Comunicação Organizacional, conceituando organização, imagem, cultura, a comunicação e o poder na organização. Destaca que as culturas do treinamento em recursos humanos tende a reforçar e preservar a identidade organizacional. Desta forma, estabelece o mito do trabalho, bem feito, em equipe, dando suporte para os treinandos, possibilitando a estabilidade necessária ao equilíbrio do grupo. Segundo Baldissera, a comunicação é “como processo de construção de sentidos”, processo esse que permite que os emissores/receptores, participantes de um complexo jogo de relações interativas, realizem o intercâmbio de mensagens, com diferentes graus de informação, mediante o uso de linguagens. Neste sentido, a comunicação compreende todo o fluxo de mensagens que compõem a rede de relação sob o âmbito da organização. Os treinamentos de recursos humanos – TRH, como processo simbólico, que se utilizam de ritos e mitos em programas de TRH, são abordados na segunda parte. Ainda, segundo o autor, os programas de TRH podem ser definidos como sendo um conjunto de procedimentos adotados pelas organizações para ensinar, preparar, educar e capacitar as pessoas para o ambiente dentro ou fora do trabalho, utilizando determinadas técnicas e princípios, convida a desenvolver a força de trabalho. Já na terceira parte, o autor, localiza os treinamentos de recursos humanos como ritos de passagem. Segundo ele, “sob o poder simbólico, exercido pelos treinamentos, reafirmam-se as desigualdades e hierarquias da estrutura social. Reforça-se, assim, a idéia de que uma das principais funções do rito de treinamento é a de evitar e/ou resolver os prováveis conflitos na cultura organizacional”.
O livro busca suporte em uma pesquisa realizada com coordenadores e instrutores de recursos humanos e treinandos de empresas das regiões do Vale dos Sinos e Serra.
Construindo, discutindo, o autor apresenta a comunicação organizacional como um jogo, onde as partes, aqui representadas pela empresa ( Recursos Humanos ), e o empregado ( treinando ), utilizam estratégias de comunicação baseadas na disputa dos sentidos, com técnicas de força, domínio, investigação, convencimento, persuasão, propaganda e oportunidades e ameaças.
Ainda, segundo Baldissera, os cenários, as mensagens, são verosimilhantes, o que permite construir processos de comunicação onde a disputa dos sentidos é sempre vantajosa para o representante da organização, pois este já conhece o perfil do treinando, eliminando todas as barreiras, os vícios ou ruídos existentes.
Desta forma, o rito de passagem em treinamentos de recursos humanos, se estabelece de forma manipuladora e persuasiva.
Sendo um rito de passagem em treinamento de recursos humanos, construído, a partir da cultura organizacional - crenças, valores, mitos, hábitos, tabus, estilo de direção, comportamentos - a organização se constrói partir do processo de comunicação. Assim, os públicos podem perceber a organização, tendo dela uma imagem favorável ou negativa, quanto à oportunidade de trabalho, remuneração da mão-de-obra e prestígio entre os trabalhadores.
Em todos os tipos de treinamento (reciclagem de recursos humanos), programas de incentivos, treinamento técnicos, treinamento introdutório (recepção de novos), programas de aperfeiçoamento, programas esportivos, sistemas de auto-ajuda, programas de qualidade, enfim, todo tipo de treinamento – é conscientização e educação. O processo de comunicação organizacional, utilizado pelo TRH, permite construir um discurso junto aos seus públicos, estes agentes, ativos, não mais passivos, que constróem uma imagem organizacional favorável ou não, e esta é retransmitida a sociedade, através dos familiares, amigos e colegas.
Os ritos de passagem, por exemplo de admissão e demissão, são processos de disputas, que antes são contratos psicológicos que o empregador e o empregado assinam. Quem não se lembra, do primeiro emprego, de todo o ritual de admissão, preenchimento de ficha cadastral, entrevistas, testes e exames médicos. E também das marcas deixadas pela demissão via telefone, no final de expediente, numa sexta-feira, final de mês ou então o rito mais dramático, quando da demissão em massa de trabalhadores.
Já os ritos nos treinamentos introdutórios, muitas vezes coordenados por relações públicas, propõem-se a buscar juntos aos seus públicos o comprometimento, a compreensão mútua, para que estes passem a usar a “camiseta da organização”. Através de uma política de transparência a organização busca conquistar a simpatia, e o engajamento do novo funcionário em sua missão, metas e programas de competitividade, obtendo muitas vezes uma participação nos lucros.
A partir dos programas de treinamento, os recursos humanos, constróem um banco de dados, que permite gerenciar o seu sistema de informação, pois é através dele que a organização identifica as necessidades, expectativas e vontades do seu público.
Constata-se que o autor traça de forma inovadora o contexto do processo de comunicação organizacional – o treinamento de recursos humanos como rito de passagem dentro de empresas privadas.
Este livro, vale salientar, apresenta uma abordagem inédita sobre Comunicação Organizacional, como processo de “disputa de sentidos” e discute o treinamento de recursos humanos como rito de passagem. O autor confere ao tema um tratamento fundamentado, especialmente em Comunicação (relações públicas, semiótica) Administração (recursos humanos), o que permite compreender as estratégias de comunicação organizacional, utilizadas pelas organizações no processo de “construção de sentidos”, quando aplicadas pelos recursos humanos em seus treinamentos.
O livro Comunicação Organizacional. O treinamento de recursos humanos como rito de passagem, é uma leitura relevante para as áreas de recursos humanos, semiótica, imagem institucional, relações públicas, comunicação organizacional e análise de discurso. Recomendado para cursos de pós-graduação e graduação.
Baldissera, Rudimar. Comunicação Organizacional. O treinamento de recursos humanos como rito de passagem. São Leopoldo(RS): UNISINOS, 2000.
Resenha
Prof. João Carissimi
relações-públicas, Conrerp RS 969.
Professor na Univali – Itajaí/SC
Julho,2003
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Responsabilidade Socioambiental
Voluntariado era o segredo de Luísa, antes, de ser empresária
Ao leitor do jornal Diarinho fiz o convite para que descobrisse qual era o segredo de Luísa. Para não deixar mais curioso quem não leu o livro “O Segredo de Luísa”, que por várias razões não o fez, e para compartilhar com quem descobriu qual era o segredo da empreendedora Luísa, fabricante da goiaba cascão, divulgamos que Luísa antes de pensar em montar o seu próprio negócio, como estudante de odontologia prestava serviços como voluntária na casa “Caminhos da Criança”, que recebia crianças abandonadas, miseráveis e deficientes mentais.
Assim, pretendo iniciar o assunto sobre Responsabilidade Social, Responsabilidade Socioambiental. Mas antes é necessário conceituar o que se entende por responsabilidade. Responsável é ser pelo que se faz, pelo seus atos. Nesse caso, podemos imaginar qualquer segmento em que sua empresa atue, seja no ramo industrial, comercial e serviços. Todos somos responsáveis pelos ambientes em que a empresa está inserida, como organismo vivo, depende de outras organizações, sejam públicas, privadas ou da sociedade civil organizada (terceiro setor). Participa de uma cadeia produtiva, a empresa, por exemplo, ligada ao ramo de exploração de matéria-prima natural, no caso madeira, deve ser responsável primeiro pelos seus atos, pelo que faz e como faz.
Ou seja, que recursos utiliza para extração da madeira, como beneficia, como transporta, que tecnologias utiliza para se apropriar da matéria-prima in atura, que outros recursos naturais utiliza para beneficiar a madeira. Então, responsabilidade é cuidar de todos os detalhes, examinar os movimentos percorridos no processo produtivo, desde o seu plantio, crescimento, corte, bem como até durante o uso, na fabricação e após o modo como o cliente/usuário dá destino à mercadoria.
Nesse sentido, quero dizer, ser responsável pelos resíduos, pelo uso de energia não renovável, pelo depósito do material, o seu acondicionamento e uso de produtos para conservação. Outro exemplo pode ser a prestadora de assistência técnica de produtos como televisores, rádios, computadores, telefones entre outros equipamentos, que tem a responsabilidade pelos seus atos, com todos os produtos que não mais são consertados, ou abandonados na loja, e que, em conjunto com o seu fabricante, devem dar um destino correto aos equipamentos, e não colocá-los na rua, terreno baldio, lixões não-regulamentados para receber o material, que muitas vezes é tóxico. Essas empresas são responsáveis pelos seus atos, bem como o cidadão, que comprou e trocou por um modelo mais avançado também é responsável pelo destino que vai dar ao aparelho de “som, vídeo, televisor, telefone celular, ou aquelas simples pilhas e baterias” que viraram sucata. Responsável pelos seus atos, ou seja, de saber e dirigir-se para os locais destinados pelo poder público ou encaminhá-los ao fabricante, que tem a responsabilidade de encaminhar corretamente o material para ser reciclado ou acondicionado em ambiente próprio.
A partir desses exemplos, estamos chegando ao ponto em que Responsabilidade Social ou Responsabilidade Socioambiental, não é oferecer benefícios sociais aos funcionários, fazer filantropia, doando recursos financeiros para associações ou organizações não-governamentais, ou promover festas de confraternização com os clientes, ou ainda oferecer os funcionários exercícios de atividades físicas, muito menos fornecer balanços sociais – de ótima qualidade, para os acionistas e públicos de interesses, e assim pensar na divulgação que vão ter na mídia, obtendo assim espaço gratuito. De nada adiantam ações de responsabilidade social se a empresa não for responsável primeiro pelos seus atos, pois muitas das ações que a empresa divulga realizar não passam de obrigações legais, como por exemplo contratar portadores de necessidades especiais, pagar em dia o funcionário, oferecer condições e equipamentos de proteção individual, condições de sonorização e iluminação adequadas para o trabalho, pagar os impostos, oferecer benefícios sociais, ou até momentos de lazer e entretenimento para os seus funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, representantes.
Vamos então deixar claros alguns pontos: filantropia é tudo o que a empresa doa para outra instituição, sem a preocupação com os resultados ou com os beneficiários. Pode ser uma ação momentânea, que está representada pelo repasse de recursos financeiros. Já Responsabilidade Social ou Responsabilidade Socioambiental, essa última como a partir de 2006, muitas empresas passam a utilizar e a designar em suas campanhas, quer dizer primeiro ser responsável pelos seus atos, pela produção de produtos e serviços, a forma como se faz, a atitude perante o material utilizado, a forma correta de maximizar os recursos, pela atitude de reduzir a emissão de poluentes, pela forma que são aproveitados os resíduos e com isso dar uma novo valor agregado, pela maneira de olhar o negócio no futuro, utilizando de maneira correta os recursos, pela forma de guardar todo o material tóxico utilizado, pela estilo de divulgar que recebem a devolução dos produtos e como são acondicionados, por exemplo produtos com defeitos ou até aqueles que já são modelos em desuso, pela maneira promover em suas campanhas o uso adequado do produto, em alertar o consumidor sobre os riscos que o produto podem causar a natureza, ao chamar atenção do consumidor para o consumo responsável, que se apropria por exemplo das embalagens dos seus produtos, recicla e novamente oferta um novo produto, assim economiza energias não renováveis, entre outras maneiras de se fazer responsabilidade socioambiental. O empresário deve tentar, a partir de iniciativas próprias, demonstrar que procura utilizar a melhor forma os recursos não renováveis a favor da correta utilização das matérias-primas que utiliza, que fiscaliza e tem como fornecedores os todos que respeitam a cadeia produtiva. Ou seja, que não estão veiculados lá no início do processo, por exemplo, na extração da matéria com exploração de mão-de-obra infantil, com uso de produtos tóxicos, com emprego de tecnologias defasadas que permitem que o funcionário tenha partes do seu corpo mutiladas, ou sua expectativa de vida reduzida, que sejam jogados dejetos poluentes no riacho que faz parte da sua comunidade, que ao transportar resíduos poluentes e prejudiciais ao meio ambiente não tenha a preocupação com quem o faz, que as sobras ou detritos de tudo que usa sejam jogados fora sem o devido cuidado, e que talvez possam ser usados para fabricar outros produtos, de forma a gerar renda e sustentabilidade para sociedade.
Empresário, é importante antes de divulgar números de ações de responsabilidade socioambiental, como dados de atendimento odontológicos, creches mantidas, números de funcionários, impostos pagos, bolsa de estudo ofertadas aos funcionários, sacolas de alimentos e brinquedos distribuídos aos excluídos entre outras ações, que primeiro você olhe para o teu negócio e assim possa dizer que é responsável socialmente por tudo que faz, e que muitas ações de responsabilidade socioambiental, não sejam simplesmente a de entregar o peixe e não ensinar o cidadão a pescar. Dessa forma, os empresários não devem pautar suas estratégias de comunicação e marketing somente com a finalidade de divulgar suas ações de Responsabilidade Socioambiental no balanço social para prestar contas aos acionistas, sócios e ao governo, pois o cidadão que perceber que a empresa no seu ramo não atua com responsabilidade sobre o que faz, deixará de comprar os seus produtos, bem como usará da estratégia “boca-a-boca” para disseminar informações sobre a empresa, o que permitirá que a opinião pública possa repudiar os produtos e serviços da empresa, reforçar uma imagem negativa, além de boicotar a compra dos produtos e serviços. Pode promover “lobby”, para que empresa sofra penalizações judiciais.
Assim, às vezes, as empresas agem de forma não responsável pelos seus atos, e imaginam que a sociedade, em virtude de suas ações meramente paliativas, possa concedera-las de Responsabilidade Socioambiental. Ser responsável e praticar primeiro em casa e cuidar de como se faz as coisas, mudar o jeito de fazer para economizar, preservar o uso dos recursos não renováveis, respeitar todos os públicos de interesse, ofertar produtos e serviços tecnicamente responsáveis, alertar o cidadão para o consumo indevido, convocar as pessoas para cuidar do planeta, mudar a sua prática abusiva de exploração de matéria-prima e inovar em produtos ecologicamente corretos, respeitar as futuras gerações. Assim é ser primeiro responsável para dizer que é uma empresa de Responsabilidade Socioambiental.
João Carissimi, e-mail carissimi@univali.br
relações-públicas, Conrerprssc nº 969, professor universitário UNIVALI
Ao leitor do jornal Diarinho fiz o convite para que descobrisse qual era o segredo de Luísa. Para não deixar mais curioso quem não leu o livro “O Segredo de Luísa”, que por várias razões não o fez, e para compartilhar com quem descobriu qual era o segredo da empreendedora Luísa, fabricante da goiaba cascão, divulgamos que Luísa antes de pensar em montar o seu próprio negócio, como estudante de odontologia prestava serviços como voluntária na casa “Caminhos da Criança”, que recebia crianças abandonadas, miseráveis e deficientes mentais.
Assim, pretendo iniciar o assunto sobre Responsabilidade Social, Responsabilidade Socioambiental. Mas antes é necessário conceituar o que se entende por responsabilidade. Responsável é ser pelo que se faz, pelo seus atos. Nesse caso, podemos imaginar qualquer segmento em que sua empresa atue, seja no ramo industrial, comercial e serviços. Todos somos responsáveis pelos ambientes em que a empresa está inserida, como organismo vivo, depende de outras organizações, sejam públicas, privadas ou da sociedade civil organizada (terceiro setor). Participa de uma cadeia produtiva, a empresa, por exemplo, ligada ao ramo de exploração de matéria-prima natural, no caso madeira, deve ser responsável primeiro pelos seus atos, pelo que faz e como faz.
Ou seja, que recursos utiliza para extração da madeira, como beneficia, como transporta, que tecnologias utiliza para se apropriar da matéria-prima in atura, que outros recursos naturais utiliza para beneficiar a madeira. Então, responsabilidade é cuidar de todos os detalhes, examinar os movimentos percorridos no processo produtivo, desde o seu plantio, crescimento, corte, bem como até durante o uso, na fabricação e após o modo como o cliente/usuário dá destino à mercadoria.
Nesse sentido, quero dizer, ser responsável pelos resíduos, pelo uso de energia não renovável, pelo depósito do material, o seu acondicionamento e uso de produtos para conservação. Outro exemplo pode ser a prestadora de assistência técnica de produtos como televisores, rádios, computadores, telefones entre outros equipamentos, que tem a responsabilidade pelos seus atos, com todos os produtos que não mais são consertados, ou abandonados na loja, e que, em conjunto com o seu fabricante, devem dar um destino correto aos equipamentos, e não colocá-los na rua, terreno baldio, lixões não-regulamentados para receber o material, que muitas vezes é tóxico. Essas empresas são responsáveis pelos seus atos, bem como o cidadão, que comprou e trocou por um modelo mais avançado também é responsável pelo destino que vai dar ao aparelho de “som, vídeo, televisor, telefone celular, ou aquelas simples pilhas e baterias” que viraram sucata. Responsável pelos seus atos, ou seja, de saber e dirigir-se para os locais destinados pelo poder público ou encaminhá-los ao fabricante, que tem a responsabilidade de encaminhar corretamente o material para ser reciclado ou acondicionado em ambiente próprio.
A partir desses exemplos, estamos chegando ao ponto em que Responsabilidade Social ou Responsabilidade Socioambiental, não é oferecer benefícios sociais aos funcionários, fazer filantropia, doando recursos financeiros para associações ou organizações não-governamentais, ou promover festas de confraternização com os clientes, ou ainda oferecer os funcionários exercícios de atividades físicas, muito menos fornecer balanços sociais – de ótima qualidade, para os acionistas e públicos de interesses, e assim pensar na divulgação que vão ter na mídia, obtendo assim espaço gratuito. De nada adiantam ações de responsabilidade social se a empresa não for responsável primeiro pelos seus atos, pois muitas das ações que a empresa divulga realizar não passam de obrigações legais, como por exemplo contratar portadores de necessidades especiais, pagar em dia o funcionário, oferecer condições e equipamentos de proteção individual, condições de sonorização e iluminação adequadas para o trabalho, pagar os impostos, oferecer benefícios sociais, ou até momentos de lazer e entretenimento para os seus funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, representantes.
Vamos então deixar claros alguns pontos: filantropia é tudo o que a empresa doa para outra instituição, sem a preocupação com os resultados ou com os beneficiários. Pode ser uma ação momentânea, que está representada pelo repasse de recursos financeiros. Já Responsabilidade Social ou Responsabilidade Socioambiental, essa última como a partir de 2006, muitas empresas passam a utilizar e a designar em suas campanhas, quer dizer primeiro ser responsável pelos seus atos, pela produção de produtos e serviços, a forma como se faz, a atitude perante o material utilizado, a forma correta de maximizar os recursos, pela atitude de reduzir a emissão de poluentes, pela forma que são aproveitados os resíduos e com isso dar uma novo valor agregado, pela maneira de olhar o negócio no futuro, utilizando de maneira correta os recursos, pela forma de guardar todo o material tóxico utilizado, pela estilo de divulgar que recebem a devolução dos produtos e como são acondicionados, por exemplo produtos com defeitos ou até aqueles que já são modelos em desuso, pela maneira promover em suas campanhas o uso adequado do produto, em alertar o consumidor sobre os riscos que o produto podem causar a natureza, ao chamar atenção do consumidor para o consumo responsável, que se apropria por exemplo das embalagens dos seus produtos, recicla e novamente oferta um novo produto, assim economiza energias não renováveis, entre outras maneiras de se fazer responsabilidade socioambiental. O empresário deve tentar, a partir de iniciativas próprias, demonstrar que procura utilizar a melhor forma os recursos não renováveis a favor da correta utilização das matérias-primas que utiliza, que fiscaliza e tem como fornecedores os todos que respeitam a cadeia produtiva. Ou seja, que não estão veiculados lá no início do processo, por exemplo, na extração da matéria com exploração de mão-de-obra infantil, com uso de produtos tóxicos, com emprego de tecnologias defasadas que permitem que o funcionário tenha partes do seu corpo mutiladas, ou sua expectativa de vida reduzida, que sejam jogados dejetos poluentes no riacho que faz parte da sua comunidade, que ao transportar resíduos poluentes e prejudiciais ao meio ambiente não tenha a preocupação com quem o faz, que as sobras ou detritos de tudo que usa sejam jogados fora sem o devido cuidado, e que talvez possam ser usados para fabricar outros produtos, de forma a gerar renda e sustentabilidade para sociedade.
Empresário, é importante antes de divulgar números de ações de responsabilidade socioambiental, como dados de atendimento odontológicos, creches mantidas, números de funcionários, impostos pagos, bolsa de estudo ofertadas aos funcionários, sacolas de alimentos e brinquedos distribuídos aos excluídos entre outras ações, que primeiro você olhe para o teu negócio e assim possa dizer que é responsável socialmente por tudo que faz, e que muitas ações de responsabilidade socioambiental, não sejam simplesmente a de entregar o peixe e não ensinar o cidadão a pescar. Dessa forma, os empresários não devem pautar suas estratégias de comunicação e marketing somente com a finalidade de divulgar suas ações de Responsabilidade Socioambiental no balanço social para prestar contas aos acionistas, sócios e ao governo, pois o cidadão que perceber que a empresa no seu ramo não atua com responsabilidade sobre o que faz, deixará de comprar os seus produtos, bem como usará da estratégia “boca-a-boca” para disseminar informações sobre a empresa, o que permitirá que a opinião pública possa repudiar os produtos e serviços da empresa, reforçar uma imagem negativa, além de boicotar a compra dos produtos e serviços. Pode promover “lobby”, para que empresa sofra penalizações judiciais.
Assim, às vezes, as empresas agem de forma não responsável pelos seus atos, e imaginam que a sociedade, em virtude de suas ações meramente paliativas, possa concedera-las de Responsabilidade Socioambiental. Ser responsável e praticar primeiro em casa e cuidar de como se faz as coisas, mudar o jeito de fazer para economizar, preservar o uso dos recursos não renováveis, respeitar todos os públicos de interesse, ofertar produtos e serviços tecnicamente responsáveis, alertar o cidadão para o consumo indevido, convocar as pessoas para cuidar do planeta, mudar a sua prática abusiva de exploração de matéria-prima e inovar em produtos ecologicamente corretos, respeitar as futuras gerações. Assim é ser primeiro responsável para dizer que é uma empresa de Responsabilidade Socioambiental.
João Carissimi, e-mail carissimi@univali.br
relações-públicas, Conrerprssc nº 969, professor universitário UNIVALI
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